KUNG-FU
Lá morreu mais um herói televisivo da nossa infância longínqua, David Carradine, também conhecido como "Gafanhoto". O Sinal do Dragão (na versão portuguesa) era muito apreciada, e aumentou substancialmente o interesse pelas artes marciais, não mencionando brincadeiras entre os putos que acabavam, naturalmente, em porradaria mútua.
Morreu em Banguecoque, sufocado (embora, provavelmente, contente). Cada um vai como pode, desta para melhor. Mas esperava-se mais resistência do homem capaz de aguentar uma braseira de ferro com dragões entre os braços...
Ps: e onde se prova que até a televisão pode se premonitória.
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
6 de junho de 2009
3 de junho de 2009

CEREJAS
Chegam-me das Beiras, deliciosas e autênticas, com aquela evidência que na cidade se extinguiu. Umas puxam as outras, a barriga é que padece. Não interessa. Chegam em sacos, vermelhas, com folhas verdes, irmãs mais velhas a assegurar que serão comidas com dignidade. Secam-se as irmãs, agarradas aos tronquinhos, enquanto elas dançam e se somem pelas nossas bocas abaixo...
NA CASA DE BANHO...
...leio no suplemento Ipsilon, sobre uma "revelação" do fado. Uma maravilhosa rapariga de 24 anos, blá, blá. Não a conheço, mas terão por certo razão: aos 24 anos tudo em nós é revelação. E, claro, nos breves momentos em que resplandecemos, inconscientes, senhores do mundo por um instante, atraímos à nossa volta toda a espécie de mariposas. Algumas escrevem em jornais.
Nós, os tugas, só admiramos a "revelação", a"surpresa/pedrada-no-charco", a novidade com prazo, em resumo. Quando as cantoras crescem e querem mostrar novas coisas, afinal já não são assim tão boas, nem tão interessantes. Os mesmos que lhes disseram que elas (e, frequentemente, as suas pernas - virtuais, claro) eram "sublimes", já passaram ao prato seguinte.
No fundo, não passamos de uns hippies de cidade a saltitar, ora deliciados ora a torcer a boquinha, por pomares de fruta verde.
Coitada da fadistinha. Coitada.
...leio no suplemento Ipsilon, sobre uma "revelação" do fado. Uma maravilhosa rapariga de 24 anos, blá, blá. Não a conheço, mas terão por certo razão: aos 24 anos tudo em nós é revelação. E, claro, nos breves momentos em que resplandecemos, inconscientes, senhores do mundo por um instante, atraímos à nossa volta toda a espécie de mariposas. Algumas escrevem em jornais.
Nós, os tugas, só admiramos a "revelação", a"surpresa/pedrada-no-charco", a novidade com prazo, em resumo. Quando as cantoras crescem e querem mostrar novas coisas, afinal já não são assim tão boas, nem tão interessantes. Os mesmos que lhes disseram que elas (e, frequentemente, as suas pernas - virtuais, claro) eram "sublimes", já passaram ao prato seguinte.
No fundo, não passamos de uns hippies de cidade a saltitar, ora deliciados ora a torcer a boquinha, por pomares de fruta verde.
Coitada da fadistinha. Coitada.
27 de maio de 2009
SANTA CATARINA
Hoje dei o meu testemunho, num documentário brasileiro, sobre as ligações entre os Açores e o estado de Santa Catarina. Foi uma conversa com o mar atrás, a lembrar a possível razão das similitudes entre os povos dos dois lados do Atlântico. Além da gastronomia, das tradições culturais e religiosas, claro.
Fica-se sempre bem, quando se fala de coisas de que a gente gosta.
Hoje dei o meu testemunho, num documentário brasileiro, sobre as ligações entre os Açores e o estado de Santa Catarina. Foi uma conversa com o mar atrás, a lembrar a possível razão das similitudes entre os povos dos dois lados do Atlântico. Além da gastronomia, das tradições culturais e religiosas, claro.
Fica-se sempre bem, quando se fala de coisas de que a gente gosta.
24 de maio de 2009

ARENA
São 19.45h. Dentro de 15 minutos, as televisões portuguesas vão anunciar que o filme ARENA de João Salaviza ganhou a Palma de Ouro de Cannes.
Eu sabia, quando seleccionámos o filme para estrear no Indie, que se tratava de um belo trabalho deste jovem realizador. Também o avisei, após a selecção em Cannes que bastaria isso para que o circo lhe caísse em cima. Faz parte da coisa. Bom, calculo que as coisa vão aquecer para ele, ainda mais, a partir deste momento.
Estou muito contente, é um miúdo com ideias e modesto. Coisa mais do que rara: raríssima, no cinema português. Parabéns, João!
AMOR DE PERDIÇÃO
Para quem não viu, torna-se urgente não perder esta versão cinematográfica, de Mário Barroso, do romance de Camilo.
A fotografia, absolutamente soberba, como de costume (prejudicada, aqui e ali, pelo uso do vídeo em detrimento do 35mm, mas ainda assim excelente).
Os actores jovens estão formidáveis, com destaque para o protagonista. Há um ou outro canastrão como o Vírgilio Castelo ou o Rui Morrison (spervalorizado, no meu enteder), mas nem assim o filme se escangalha.
Infelizmente, para quem viva em Lisboa, só resta a projecção no cinema Nimas: em cópia rasca de vídeo, com a forma de um trapézio que faria corar qualquer exibidor que não fosse Paulo Branco. Pedir 6 euros por uma projecção de tão baixa qualidade é um bocado falta de vergonha, para não dizer outra coisa. Mário Barroso, merece muito mais do que este produtor/exibidor, mas isso é, claro, um problema seu,
A nós, resta-nos aplaudir este excelente filme.
Para quem não viu, torna-se urgente não perder esta versão cinematográfica, de Mário Barroso, do romance de Camilo.
A fotografia, absolutamente soberba, como de costume (prejudicada, aqui e ali, pelo uso do vídeo em detrimento do 35mm, mas ainda assim excelente).
Os actores jovens estão formidáveis, com destaque para o protagonista. Há um ou outro canastrão como o Vírgilio Castelo ou o Rui Morrison (spervalorizado, no meu enteder), mas nem assim o filme se escangalha.
Infelizmente, para quem viva em Lisboa, só resta a projecção no cinema Nimas: em cópia rasca de vídeo, com a forma de um trapézio que faria corar qualquer exibidor que não fosse Paulo Branco. Pedir 6 euros por uma projecção de tão baixa qualidade é um bocado falta de vergonha, para não dizer outra coisa. Mário Barroso, merece muito mais do que este produtor/exibidor, mas isso é, claro, um problema seu,
A nós, resta-nos aplaudir este excelente filme.
22 de maio de 2009
MUDE
Abriu, ontem, o museu do design, na baixa de Lisboa.
Não devo ter percebido qualquer coisa... Por exemplo, por que razão estão as peças expostas numa casa em obras?
É que se me dizem que aquilo é para ficar assim e que pagaram a um macaco qualquer (de nome muito cotado, claro) para fazer aquela merda, vou ficar um bocado chateado. Já nem digo em nome do bom-gosto, mas do mais elementar bom-senso... Com artistas a passar fome, penhorados pelas finanças, pagar por aquilo, é, simplesmente, ofensivo. Mas devo estar enganado.
Alguém que me esclareça, por favor.
Abriu, ontem, o museu do design, na baixa de Lisboa.
Não devo ter percebido qualquer coisa... Por exemplo, por que razão estão as peças expostas numa casa em obras?
É que se me dizem que aquilo é para ficar assim e que pagaram a um macaco qualquer (de nome muito cotado, claro) para fazer aquela merda, vou ficar um bocado chateado. Já nem digo em nome do bom-gosto, mas do mais elementar bom-senso... Com artistas a passar fome, penhorados pelas finanças, pagar por aquilo, é, simplesmente, ofensivo. Mas devo estar enganado.
Alguém que me esclareça, por favor.
SOBRE A PROFESSORA DE ESPINHO
Vi agora o video com a gravação da senhora e resolvi substituir o que disse. De facto, o que referi antes, sobre as razões porque os pais se indignam e movem, mantém-se para a generalidade das questões e os vídeos em baixo, mantêm-se para aquilo em que se tornaram as salas de aula. Contudo, e como bem me chamaram a atenção (obrigado pelos comentários, que entretanto desaparecem, mas que registo) o problema ali é outro. Uma professora desequilibrada, que não deveria estar a ensinar e ainda não foi para casa.
Há muitos casos assim. Uns por falta de formação, a maioria, de vocação, e uma quantidade crescente que, simplesmente, se está a passar. Era preciso ver caso a caso e tomar as medidas necessárias. O que não acontecerá tão cedo, claro.
ou isto...
Vi agora o video com a gravação da senhora e resolvi substituir o que disse. De facto, o que referi antes, sobre as razões porque os pais se indignam e movem, mantém-se para a generalidade das questões e os vídeos em baixo, mantêm-se para aquilo em que se tornaram as salas de aula. Contudo, e como bem me chamaram a atenção (obrigado pelos comentários, que entretanto desaparecem, mas que registo) o problema ali é outro. Uma professora desequilibrada, que não deveria estar a ensinar e ainda não foi para casa.
Há muitos casos assim. Uns por falta de formação, a maioria, de vocação, e uma quantidade crescente que, simplesmente, se está a passar. Era preciso ver caso a caso e tomar as medidas necessárias. O que não acontecerá tão cedo, claro.
ou isto...
17 de maio de 2009
PARA QUÊ UM MINISTRO DA CULTURA?
... se cada vez mais os portugueses confundem ruído com cultura?
De que serve pagar a alguém, se ela não se chega à frente para dizer às pessoas: "No que toca ao Cinema e à Literatura, só para falar de duas das coisas, há bom e mau, abram os olhos!"?
Queremos lá saber se vamos ter um museu dos coches mais ou menos luxuoso, quanto há milhões de portugueses que nunca ouviram falar em Ruy Belo ou em José Rodrigues Miguéis?
De que serve pagar um motorista a uma pessoa que não vai ter com os pintores, escritores ou dançarinos para lhes dizer: "O tempo é de crise, o engenheiro não tem dinheiro para desperdiçar com coisas desnecessárias, a saber, a Arte, mas eu estou convosco e vou passar a notícia da necessidade de vos manter a trabalhar"?
Digam-me, vocês. Pelo que me toca, pode começar a poupar-se desde já com a sua extinção definitiva.
... se cada vez mais os portugueses confundem ruído com cultura?
De que serve pagar a alguém, se ela não se chega à frente para dizer às pessoas: "No que toca ao Cinema e à Literatura, só para falar de duas das coisas, há bom e mau, abram os olhos!"?
Queremos lá saber se vamos ter um museu dos coches mais ou menos luxuoso, quanto há milhões de portugueses que nunca ouviram falar em Ruy Belo ou em José Rodrigues Miguéis?
De que serve pagar um motorista a uma pessoa que não vai ter com os pintores, escritores ou dançarinos para lhes dizer: "O tempo é de crise, o engenheiro não tem dinheiro para desperdiçar com coisas desnecessárias, a saber, a Arte, mas eu estou convosco e vou passar a notícia da necessidade de vos manter a trabalhar"?
Digam-me, vocês. Pelo que me toca, pode começar a poupar-se desde já com a sua extinção definitiva.
PORTO SANTO
Nunca ali tinha ido. Há muito que os amigos me prometiam areias douradas e um mar azul-turquesa. Era tudo verdade. Isso e mais a vegetação rasteira e os pássaros e insectos que por ali vivem, estranhamente perto.
A simpatia das pessoas da ilha, também.
Mas percebe-se que o "atraso" económico se deveu aos mais de 20 anos em que a ilha votou diferente do resto da Madeira (creio que no Ps, não tenho a certeza). Não é preciso um panfleto para sentir o garrote que a ditadura Jardim e a sua corte de sanguessugas deverão ter infligido a esta ilha, que tem tudo para ser extraordinária. Desde 97, a cãmara é PSD,deduz-se que a partir daí algum do dinheiro que alimenta o reino das bananas ali terá chegado.
Mas, assim de repente, tenho dúvidas que a burguesia funchalense abra mão da sua colónia... de férias e deixe que Porto Santo brilhe pelas suas belezas naturais intocadas; que lhe permita progredir de forma ecologicamente equilibrada, sem o cimento que destruiu quase toda a encosta sul da principal ilha do arquipélago.
A ver vamos, como diria o cego.
Nunca ali tinha ido. Há muito que os amigos me prometiam areias douradas e um mar azul-turquesa. Era tudo verdade. Isso e mais a vegetação rasteira e os pássaros e insectos que por ali vivem, estranhamente perto.
A simpatia das pessoas da ilha, também.
Mas percebe-se que o "atraso" económico se deveu aos mais de 20 anos em que a ilha votou diferente do resto da Madeira (creio que no Ps, não tenho a certeza). Não é preciso um panfleto para sentir o garrote que a ditadura Jardim e a sua corte de sanguessugas deverão ter infligido a esta ilha, que tem tudo para ser extraordinária. Desde 97, a cãmara é PSD,deduz-se que a partir daí algum do dinheiro que alimenta o reino das bananas ali terá chegado.
Mas, assim de repente, tenho dúvidas que a burguesia funchalense abra mão da sua colónia... de férias e deixe que Porto Santo brilhe pelas suas belezas naturais intocadas; que lhe permita progredir de forma ecologicamente equilibrada, sem o cimento que destruiu quase toda a encosta sul da principal ilha do arquipélago.
A ver vamos, como diria o cego.
8 de maio de 2009
FEIRA DO LIVRO
Entro nela sempre contente. No meio das acácias e da relva. Mas à medida que atravesso o ruído dos pavilhões (melhorados, é certo) e desço pelo supermercado Leya, fico cada vez mais deprimido.
É como visitar uma amiga com uma doença incurável e para quem imaginamos sempre melhoras improváveis...
Entro nela sempre contente. No meio das acácias e da relva. Mas à medida que atravesso o ruído dos pavilhões (melhorados, é certo) e desço pelo supermercado Leya, fico cada vez mais deprimido.
É como visitar uma amiga com uma doença incurável e para quem imaginamos sempre melhoras improváveis...
URBANO, OBRA COMPLETA
Saiu mais um volume da "Obra Completa" de Urbano Tavares Rodrigues.
Desta, vez, encontramos reunidos num só volume, "Uma Pedrada no Charco", "As Aves da Madrugada", "Bastardos do Sol" e "Nus e Suplicantes". Este último título corresponde à 1a edição (nas versões seguintes, o final aparece alterado).
Há cada vez menos desculpas para passar ao lado de um autor fundamental da Literatura Portuguesa.
Saiu mais um volume da "Obra Completa" de Urbano Tavares Rodrigues.
Desta, vez, encontramos reunidos num só volume, "Uma Pedrada no Charco", "As Aves da Madrugada", "Bastardos do Sol" e "Nus e Suplicantes". Este último título corresponde à 1a edição (nas versões seguintes, o final aparece alterado).
Há cada vez menos desculpas para passar ao lado de um autor fundamental da Literatura Portuguesa.
6 de maio de 2009
OS AMORES DE SALAZAR...
Obviamente que, em primeiro lugar, se duvida que aquele ranhoso de Santa Comba tenha tido uma vida amorosa por aí além. Criadas, pegas de luxo a entrar pelas traseiras e uma ou outra louca disposta a distraí-lo do silício, é mais provável.
Mas o que diabo interessa isso ao país e ao cinema português?
Nada.
Mais, enquanto tivermos gente viva que apodreceu nas prisões, e toda a a outra que entristeceu num país sem esperança, é obsceno que se façam séries e filmes destes.
Sim, tudo é passível de ser representado, mas esta patética história, a tão pouco tempo histórico do fim da ditadura é uma tristeza.Não me espanta que a falta de vergonha promova produtos destes. Mas só uma palavra descreve estas promoções que nos metem pelos olhos dentro: nojentas.
Obviamente que, em primeiro lugar, se duvida que aquele ranhoso de Santa Comba tenha tido uma vida amorosa por aí além. Criadas, pegas de luxo a entrar pelas traseiras e uma ou outra louca disposta a distraí-lo do silício, é mais provável.
Mas o que diabo interessa isso ao país e ao cinema português?
Nada.
Mais, enquanto tivermos gente viva que apodreceu nas prisões, e toda a a outra que entristeceu num país sem esperança, é obsceno que se façam séries e filmes destes.
Sim, tudo é passível de ser representado, mas esta patética história, a tão pouco tempo histórico do fim da ditadura é uma tristeza.Não me espanta que a falta de vergonha promova produtos destes. Mas só uma palavra descreve estas promoções que nos metem pelos olhos dentro: nojentas.
5 de maio de 2009
VASCO GRANJA
Encalhei hoje na notícia. A foto na capa do jornal.
Não fiquei surpreendido, sabia, por portas e travessas, que se encontrava internado há algum tempo. Mas ainda assim.
O Vasco Granja deu-nos seca, é verdade, com alguma animação experimental, mas pelo menos, mostrou-nos que existiam outras coisas. Tínhamos direito ao nosso doce, no fim da programa: Fritz Freeling (creio que se escreve assim), frequentemente.
Crescemos a ouvir o senhor, numa televisão que, sendo a única, sentia, no meio do seu desgoverno, que tinha uma missão. Vasco Granja alterou o nosso vocabulário. Deixámos de dizer "desenhos animados" e passámos a falar em "animação".
E, ninguém o substituiu até hoje. E é pena.
Chegou ao fim da vida.
KONIEC
Encalhei hoje na notícia. A foto na capa do jornal.
Não fiquei surpreendido, sabia, por portas e travessas, que se encontrava internado há algum tempo. Mas ainda assim.
O Vasco Granja deu-nos seca, é verdade, com alguma animação experimental, mas pelo menos, mostrou-nos que existiam outras coisas. Tínhamos direito ao nosso doce, no fim da programa: Fritz Freeling (creio que se escreve assim), frequentemente.
Crescemos a ouvir o senhor, numa televisão que, sendo a única, sentia, no meio do seu desgoverno, que tinha uma missão. Vasco Granja alterou o nosso vocabulário. Deixámos de dizer "desenhos animados" e passámos a falar em "animação".
E, ninguém o substituiu até hoje. E é pena.
Chegou ao fim da vida.
KONIEC
3 de maio de 2009
BRAVE, BRAVE, NEW WORLD
Percebe-se a tentação de controlar a Internet, da parte de tanta gente. Pensar pela sua própria cabeça? Ter acesso ao que antes estaria apenas ao alcance de alguns? Poder invetigar até ao fim as coisas que se agitam no interior de nós? Crescer com isso? ... Perigoso.
Mais perigoso ainda, não ser tão manipulado, dada a pulverização da informação.
Penso nisto, enquanto vejo um filme de animação soviético dos anos 30. Dez anos atrás, menos, provavelmente, teria de esperar que os programadores da Cinemateca se lembrassem dele, para me "permitirem" ver. Hoje, precisei deste computador de onde escrevo e de uma ligação à net.
Está para breve, o fim de tudo isto. Não tardaremos a só poder ver o que políticos, empresários e quem vive à nossa custa, quiser. Mas vivamos, por ora, estes nossos anos hippies.
Imaginação ao poder, enquanto dura.
Percebe-se a tentação de controlar a Internet, da parte de tanta gente. Pensar pela sua própria cabeça? Ter acesso ao que antes estaria apenas ao alcance de alguns? Poder invetigar até ao fim as coisas que se agitam no interior de nós? Crescer com isso? ... Perigoso.
Mais perigoso ainda, não ser tão manipulado, dada a pulverização da informação.
Penso nisto, enquanto vejo um filme de animação soviético dos anos 30. Dez anos atrás, menos, provavelmente, teria de esperar que os programadores da Cinemateca se lembrassem dele, para me "permitirem" ver. Hoje, precisei deste computador de onde escrevo e de uma ligação à net.
Está para breve, o fim de tudo isto. Não tardaremos a só poder ver o que políticos, empresários e quem vive à nossa custa, quiser. Mas vivamos, por ora, estes nossos anos hippies.
Imaginação ao poder, enquanto dura.
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